quinta-feira, 1 de abril de 2021

Resenha #39 | Dia de São Nunca à Tarde

 


Título: Dia de São Nunca à tarde

Autor: Roberto Drummond

Gênero: Ficção, Novela

Nacionalidade: Brasileira

Editora: Geração Editorial

Nota: 9/10





Dia de São Nunca à Tarde foi a primeira obra do jornalista Roberto Drummond, autor de sucessos como A Morte de DJ em Paris e Hilda Furacão, que foi publicada postumamente. O livreto contém menos de 100 páginas, escritas com uma sensibilidade e uma profundidade impressionantes.

A obra conta a história de Gabriel, o menino prodígio no time de futebol do colégio interno de padres; Gabriela, sua irmã gêmea idêntica; Frei Vicente, que faz milagres; Frei Tanajura, um homem intransigente e que tem pavor a uma certa tribo indígena; os alunos do internato e os padres fantasmas que vivem ali.

No colégio, há uma aura de apreensão porque o campeonato de futebol está prestes a começar, e Gabriel não retornou das férias na casa da mãe. Passam-se dias, até que ele chega, sendo trazido pela mãe - descrita como uma mulher extremamente sensual e perfumada, que desperta sensações intensas, e pela irmã, por quem um dos padres fantasmas é apaixonado.

Gabriel e Gabriela decidem trocar de lugar um com o outro - uma brincadeira que serve para que eles possam se colocar na pele um do outro, e assim entender melhor como é estar no lugar do outro. Então, no colégio, quem acaba ficando é Gabriela, que acaba dando início a um romance com os dois melhores amigos de seu irmão.

O livro descreve de forma sucinta, mas não menos cheia de detalhes e sensações, as cenas de cada momento da história. A forma de narrar do autor nos leva a crer que tudo o que estamos lendo faz parte de um sonho que ele teve em uma noite qualquer, fruto de um sono pesado e revigorante. 
Em suma, é uma leitura prazerosa e rápida, capaz de despertar em nós diversas sensações, de nos levar para viagens na imaginação, e de nos tirar brevemente da realidade.






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