Há 10 anos, em 2016, eu estava no 2º ano de Jornalismo na faculdade.
Na época, uma das matérias que estávamos estudando era o Fotojornalismo. Tínhamos que fazer um trabalho sobre um assunto, tirar fotos e trazer numa apresentação no fim do semestre.
O tema que eu escolhi, apesar de conviver todos os dias com isso, foi desafiador: vendedores e pedintes do Metrô de São Paulo.
O desafio foi conseguir flagrar essas pessoas, pegar uma foto delas fazendo isso, entrevistar alguma delas para trazer um pouco de contexto para o trabalho. Tudo isso porque essas atividades são proibidas, e se elas percebessem o que eu estava fazendo, poderia dar muito errado.
Esses dias, eu fui fazer uma limpa nas fotos do meu drive e achei um pedaço dessa história, e decidi compartilhar com vocês:
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| Balas e doces são os produtos mais comercializados no Metrô de São Paulo, por ser fácil de transportar e esconder da fiscalização. |
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Um vendedor e um comprador, em pleno ato comercial. Haja equilíbrio.
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Uma das técnicas de venda é deixar o produto no colo da pessoa (ou em cima da mochila, caso ela esteja no colo).
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Essas carteiras não duram nada, mas os vendedores fazem um preço bem baixo para garantir a saída, antes que os guardinhas apreendam o produto.
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Não sei se ainda existem, mas nessa época, alguns garotos menores de idade se pintavam com tinta prateada e distribuíam um bilhetinho pedindo dinheiro ou comida.
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Sempre tem uma história para tocar os corações e despertar a compaixão, que pode ser verdadeira ou não.
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| Algumas vezes, eles esqueciam de recolher os bilhetes, ou não dava tempo. Alguns passageiros nem sequer levaram o pedaço de papel com eles. |
Quem é de São Paulo, já viu algum vendedor ou pedinte nas linhas do Metrô ou de trem?
E quem é de outras cidades ou Estados, já vivenciou algo parecido?
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